31.8.10

Martinha, o amanhã e o depois de amanhã serão dois grandes dias. E isso suscitou em mim a ânsia de escrever e de te dizer que só guardo boas recordações tuas e uma amizade talvez para toda a vida. Não nos conhecemos assim há tanto tempo e, mesmo depois de nos conhecermos, nem sempre fomos amigas, mas com o tempo aprendi a gostar de ti e percebi que isso era uma das coisas mais fáceis do mundo. Entretanto, já passámos por momentos fantásticos, onde partilhámos emoções, ideias, conhecimentos, sentimentos, dúvidas… E sei que tenho a tua amizade, e que a guardarei comigo, estejas onde estiveres.

Mais que isto, desejo-te que este próximo semestre seja infinitamente melhor do que qualquer outro e, ao contrário do que é comum, não te vou pedir para não te esqueceres de nós, tristes mortais que ficam na terra, porque espero que tudo seja tão maravilhoso que não haja tempo para te lembrares sequer da nossa existência. De qualquer maneira, assim que meteres um pezinho em terra lusa espero ser das primeiras a ser lembrada.

É para que saibas de tudo isto que te escrevo esta despedida, que nem será verdadeiramente uma despedida, pois ainda antes de te aperceberes que te foste embora já vais estar a lamentar regressar a Portugal.

Aproveita ao máximo, ri até chorar, chora até te esqueceres, bebe q.b., experimenta tudo e mais alguma coisa e obviamente, faz o que os coelhos fazem. Quando voltares nós estaremos aqui. Enquanto lá estiveres nós estaremos contigo.

 

Até já.

 



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♥, às 15:54  +

De TemperanceOut a 31 de Agosto de 2010 às 18:50
"não te vou pedir para não te esqueceres de nós, tristes mortais que ficam na terra, porque espero que tudo seja tão maravilhoso que não haja tempo para te lembrares sequer da nossa existência" Gostei muito deste trecho, algo invulgar numa carta de despedida. :)
Bonito blog.

De a 31 de Agosto de 2010 às 19:27
é só porque não é um adeus, em 6 meses ela está de volta :)


obrigada!

merci beaucoup
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